quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Avaliação do Grupo!!!

Assim, quanto ao nosso processo de aprendizagem a partir do desenvolvimento desse projeto podemos dizer que a cada instante descobrimos e aprendemos mais, e essa aprendizagem foi muito significativa, pois a construímos, de forma que tivemos que elaborar nossas dúvidas e buscar meios para saná-las. Um processo que resultou em muito esforço, onde descobrimos que as tecnologias digitais ainda são “bicho de sete cabeças”, para muitos educadores, mas já para as crianças é algo simples que já faz parte do cotidiano, uma vez que estão acostumados com os playstations, controle remoto, celulares e outros aparelhos.
Esperamos que, a cada dia as escolas deixem a acomodação de lado e falas do tipo “o governo não dá subsídios”, e busquem desenvolver um trabalho cada vez melhor, voltado sim a realidade e atualidade em que vivem nossos alunos.

Avaliação individual - Patrícia da Silva

Através deste PA, “acordei” para imensidão das novas tecnologias. Com certeza minhas aprendizagens neste semestre foram satisfatórias e resultaram em repensar minha prática apartir do ensino informatizado. A educação digital tomou conta dos sujeitos atuais, e no nosso dia a dia não percebemos a avalanche de informações e aprendizagens que estão escondidas atrás de uma máquina.

Patrícia da Silva

AVALIAÇAO INDIVIDUAL CRISTIANE WINTER

Com certeza foram muitas as aprendizagens realizadas durante os estudos feitos neste semestre, através do PA que nos desafiou e incentivou a pesquisa, através do projeto pude estabelecer conexões diretamente com a pratica pedagógica que realizo, ou seja, me identifiquei com aquilo que estava buscando, me instigando e me fazendo refletir sobre questões visíveis no cotidiano escolar.

Avaliação individual - Luana Pereira

Logo que iniciamos o nosso projeto de pesquisa, senti-me muito perdida, pois não tinha a “orientação” da professora do que pesquisar, como montar, organizar este projeto... agora entendo a importância desta forma “livre” de pesquisa.
Com a disciplina “Ensino e Aprendizagem no Mundo Digital” aprendi muito e, entre as tantas aprendizagens, uma delas foi a de utilizar novas ferramentas da Internet, o que não fazia antes. Vejo o quanto ela é portadora de informações e conhecimentos que podem ser buscados por nós mesmos e até mesmo os meios de entretenimento.
Aprendi que devemos ter a curiosidade das crianças para manusear e utilizar as novas tecnologias e perder o medo de explorá-las, pois vivemos na geração do “mexe que não estraga” e temos que levar isso em consideração.
Foi muito importante para mim em aspecto pessoal e profissional, pois fez com que eu visse com um novo olhar o trabalho com as novas tecnologias dentro da sala de aula, como também buscar proporcionar isso aos nossos alunos, pois é fundamental para eles.

Avaliação individual: Cristina Cesar

Ao me matricular nesta disciplina precisei vencer um desafio, pois para mim o uso das tecnologias era motivo de nervosismo e apreensão.
Hoje, após as leituras realizadas e o desenvolvimento do nosso trabalho e o apoi do grupo me sinto mais segura e também mais aberta a me reciclar e querer aprender sempre mais, pois se as crianças da Educação Infantil demonstraram entusiasmo e habilidade na exploração das tecnologias eu também posso fazer o que desejar, basta incorporar essa curiosidade infantil.

Avaliação Individual: Graziela Patzlaff

Acredito que desacomodação é a palavra certa ao tratar das aprendizagens desenvolvidas com este trabalho. Foi assim que começamos, buscando indagações acerca das tecnologias digitais a partir de nossos interesses e vivências. Inicialmente, parecia uma proposta um pouco difícil, mas ao longo dos dias fomos nos adaptando e desenvolvendo aprendizagens significativas encontradas sobre nossos próprios questionamentos. Acredito que, esse foi o principal estímulo, de termos a possibilidade de buscar respostas às nossas próprias dúvidas ou certezas provisórias.

Certezas Provisórias

•Assim quanto as nossas certezas provisórias podemos dizer que na maioria das escolas as crianças tem sim acesso ao uso do computador, mesmo que em algumas ainda não, as crianças demonstram muito interesse. Na maioria das vezes sendo impedidas pelo medo de que possam estragar.

•Como nos trás os autores do livro “Homo Zappiens” a criança desde cedo manuseia o controle remoto da televisão, tem autonomia de assistir ao programa e/ou canal da televisão que quer, domina e até ensina aos pais como mexer e manusear o telefone celular...

•Segundo Wim Veen e Bem Wrakking, autores do livro, as crianças já nascem em um mundo rodeado das novas tecnologias e o seu acesso é fácil. Seus familiares trabalham diretamente com as tecnologias digitais, o que facilita mais ainda e chama a atenção da garotada.
Cristiane Winter

Quanto às nossas dúvidas...

Quanto às nossas dúvidas temporárias, buscamos conversar e desenvolver questionário com professores que atuam com informática na educação infantil.
Num primeiro momento constatamos que, são poucas as escolas infantis que utilizam tecnologias digitais com as crianças, pois muitas têm medo que estraguem os computadores, outras reclamam a falta de subsídios do governo e outras acham simplesmente que isso não é para educação infantil.
Diante disto, deparamo-nos com professoras que não retornaram e-mails, e outras três que muito colaboraram.
Nossas principais dúvidas eram:
1.Como as aulas de informática são ministradas nas turmas de educação infantil?2.Com que freqüência os alunos tem aulas de informática?3.Quais são as ferramentas utilizadas por eles?4.Quem os acompanha nestes momentos?
As professoras nos relataram que normalmente as aulas ocorrem uma vez por semana, aproximadamente com duração de uma hora, e que sempre tentam relacionar com o trabalho desenvolvido em sala de aula com outros assuntos, como extensão do trabalho desenvolvido em sala de aula.
O trabalho é desenvolvido por uma coordenadora de laboratório, que muitas vezes planeja junto com a professora da turma que os acompanha ao mesmo.
As principais ferramentas utilizadas são: paint, composições usando programas com figuras, números, imagens, letras, trabalho com fotos, jogos específicos para cada idade, sites como o “Discovery Kids”, sites rodados em rede, e ainda o positivo que é uma mesa interativa que algumas escolas tem instalada, onde as crianças jogam jogos, formam palavras e, segundo uma professora de laboratório, a mesa funciona com um “sensor” que transmite para a máquina.
Pelos relatos das professoras, percebemos que reconhecem o laboratório como mais um recurso que desenvolve aprendizagens, e que tentam aprimorar cada vez mais seu cotidiano em busca de um trabalho que dê resultado e que realmente envolva o aluno considerando suas vivências.

Grazi Patzlaff

Processo de aprendizagens


Durante esse processo de pesquisa, além de buscarmos nossas certezas provisórias, onde pudemos nos certificar ou mudar de opinião sobre determinados aspectos e buscarmos a “solução” de nossas dúvidas temporárias, mudamos nossos conceitos em relação às novas tecnologias digitais e à inclusão destas na educação.
Destacaremos o que nos foi mais importante:
Primeiramente, podemos iniciar com o que consideramos fundamental, que “abre as portas” para essas mudanças: o fato de que hoje as crianças tem total autonomia para manusear aparelhos tecnológicos. Além dessa liberdade, a aprendizagem e o domínio destes são impressionantes, o que faz com que haja a troca dos papéis, antes tidos como inquestionáveis – alunos / filhos ensinando professores / pais.
Conforme consta no livro Homo Zappiens, a autonomia já se inicia com o uso do controle remoto, onde a criança pode escolher e definir o que deseja assistir. Parece algo normal e que não interfere em nada, mas que já serve como o início de tudo.
“(...)E cá estamos nós, a “geração do não mexe que estraga”. Como iríamos aprender se não era permitido “mexer”?(...)Esse mundo pertence a eles. E aí está, a “geração do mexe para ver como funciona”, a “geração digital”, conhecidos como “nativos digitais”. Mudou muito, não é?” SCHLEMMER, 2006).

Com as novas tecnologias, aquelas crianças que tem acesso diário em casa, tem em suas mãos uma quantidade de informações significativa que estão sempre a disposição delas. Quando necessitam saber algo, é apenas acessar a Internet, escolher o site que deseja ou fazer uma pesquisa rápida no “Google”, que terão respostas imediatas. A facilidade de buscar conhecimentos é tanta, que a escola vem perdendo seu papel de “lugar de aprendizagem”.

Levando em consideração o citado no item acima, podemos concordar com o que os autores de Homo Zappiens apontam: a escola já não tem mais graça. Crianças que são capazes de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, não irão se deter em uma aula monótona, onde somente o professor fala e os alunos escutam, utilizando métodos tradicionais e inadequados para os tempos de hoje. A escola deverá rever seu currículo e analisar até que ponto este está sendo positivo ou negativo para a aprendizagem de seus alunos.

“As novas tecnologias criam novas chances de reformular as relações entre alunos e professores e de rever a relação da escola com o meio social, ao diversificar os espaços de construção do conhecimento, ao revolucionar processos e metodologias de aprendizagem, permitindo à escola um novo diálogo com os indivíduos e com o mundo. Para isso, é fundamental colocar o conhecimento à disposição de um número cada vez maior de pessoas, dispondo de ambientes de aprendizagem em que as novas tecnologias sejam ferramentas instigadoras, capazes de colaborar para uma reflexão crítica, para o desenvolvimento da pesquisa, sendo facilitadores da aprendizagem de forma permanente e autônoma”. (MERCADO, p.27, 1999).

· Se a escola quer inovar, serão necessárias mudanças nos recursos pedagógicos, humanos, físicos... “Não basta apenas dotar as escolas com novas tecnologias, comprando equipamentos sofisticados e aumentando o espaço físico, sendo necessário formar e preparar o professor para que ele tire o melhor proveito destas tecnologias que estão à sua disposição.” (MERCADO, p. 25, 1999).
Os educadores tem que tomar sua consciência de inacabamento, conforme diz Paulo Freire. Sair da condição da comodidade e buscar novos conhecimentos e superar seus limites. Não será uma tarefa fácil, pois além de tudo, o novo nos traz insegurança, mas será o desafio a ser enfrentado.
Observamos que a formação dos professores impossibilita que as novas tecnologias sejam implantadas na sala de aula.
“Isso requer um bom conhecimento destas tecnologias e de suas potencialidades como instrumento didático. Conseguir esta formação é um desafio, tendo em conta que a maioria dos professores de nível primário e secundário não se beneficiam de um ensino de novas tecnologias em sua formação inicial”.(MERCADO, p. 25, 1999).

· “ A escola passa a ser um lugar mais interessante que prepara o aluno para seu futuro. A aprendizagem centra-se nas diferenças individuais e na capacitação do aluno para torná-lo um usuário capaz de usar vários tipos de fontes de informação e meios de comunicação eletrônica, de forma crítica na construção do conhecimento”. (MERCADO, p. 27, 1999).
Esta é a escola que queremos. Vemos que além das novas tecnologias, há outrros aspectos importantes que devem ser revistos para a educação na educação: o respeito ao aluno, com seu corpo, seu tempo, suas necessidades, sua realidade...
“Não é simplesmente modernizando as técnicas, que acontecerão melhorias no processo educativo. Para introduzir novas tecnologias na escola, é preciso que a própria escola defina que tipo de indivíduos ela quer formar, e que as novas tecnologias apareçam fazendo parte de um processo de mudança na organização escolar e inovadora no trabalho docente”. (MERCADO, p. 31, 1999).

· E para finalizar, citando mais uma aprendizagem importante nesse processo de busca de conhecimento, citamos a importância de trabalharmos com projetos de aprendizagem. Prova real disso foi o nosso próprio projeto, onde focamos o assunto e fomos em busca do que poderia nos ajudar. Através dessa busca, que dependia apenas de nosso empenho, vimos que o professor não precisa trazer tudo proto e “mastigado” para seu aluno, mas sim proporcionar e disponibilizar o acesso ao que for necessário para que o conhecimento seja construído. Ocorre, assim, uma aprendizagem significativa, podendo contar com recursos inovadores, além de ser algo prazeroso e legal para as crianças. A escola não tem que ser um lugar monótono, onde apenas o professor é portador de toda a verdade e decide o que deve ser aprendido ou não, mas sim um ambiente de novas possibilidades, abrindo um leque de inovações.
“Os projetos telemáticos favorecem um envolvimento de realidades culturais distintas, o que leva ao estudo de conteúdos culturais, criando situações de aprendizagem caracterizadas pela sua significativa funcionalidade, permitindo que cada estudante possa “aprender a aprender”, objetivo central da educação, sendo capaz de realizar aprendizagens relevantes por si só em várias situações e circunstâncias”. (MERCADO, p. 29, 1999).

Referências
MERCADO, Luiz Paulo Leopoldo, Formação Continuada de Professores e Novas Tecnologias / Maceió: EDUCAL, 1999, 176p. – capítulo 2: A educação na sociedade do conhecimento.

Revista Textual, setembro 2006 – O trabalho do professor e as novas tecnologias. Eliane Schlemmer – p. 33 – 42.

Veen, Wim. Homo Zappiens: educação na era digital / Wim Veen, Bem Vrakking; tradução Vinícius Figueira – Porto Alegre. Artmed, 2009. 141p.
Luana Pereira

Quanto aos nossos objetivos...

Quanto aos nossos objetivos entendemos que através dos trabalhos realizados durante este projeto foi possível observar que a utilização da educação digital na educação infantil é imprescindível para o desenvolvimento intelectual da criança . Pois em um mundo globalizado , onde os constantes avanços tecnológicos estão em permanente movimento, há de se ter todo o respaldo para a concretização da inclusão digital desde cedo.Como nos diz Pierre Lévy (2007) "Toda atividade, todo ato de comunicação, toda relação humana implica um aprendizado.(...) Deve-se promover a construção de coletivos inteligentes, nos quais as potencialidades sociais e cognitivas de cada um poderão desenvolver-se e ampliar-se de maneira recíproca. (p25)Sendo assim, o advento da Internet proporciona excelentes opções de recursos pedagógicos que podem ser vivenciados no desenvolvimento programático e nas vivências lúdicas, de acordo com as possibilidades e o conhecimento de cada criança.

Cris Cesar

Problemática


Atualmente, as crianças que cursam a Educação infantil têm idades entre zero a seis anos. Esse nível escolar tem se revelado uma preocupação de educadores que procuram concretizar um trabalho educativo diferenciado. Consideramos que o conhecimento profissional associado as tecnologias aliadas resultam em uma integração entre teoria e prática.
D’ Ambrosio (2001) afirma que o desafio do educador é trabalhar o novo, que o educador tem de ser utópico, sonhador.
Dessa forma, é importante ressaltar a necessidade do educador acompanhar as evoluções tecnológicas a fim de inserir novos métodos e novas técnicas de ensino na forma de repensar o ensino aprendizagem.
Trabalhar com a informatização possibilitando uma transformação significativa no ensino significa um recurso a mais para o professor. Esse método exige uma conseqüente evolução na forma de pensar a relação ensino-aprendizagem. Sobre isso, [Lima 1992] cita que o computador pode dar forma concreta às áreas do conhecimento que anteriormente eram intangíveis e abstratas.
Para as tecnologias atingirem as salas de aula, consideramos que é imprescindível que a escola em geral (equipe diretiva, professores e funcionários) se una para trazer para as salas de aula as evoluções tecnológicas.

Patrícia da Silva.